Em Ovar, a "ondulação forte e os ventos mareiros" deixam a descoberto os atentados ambientais cometidos na Ria de Aveiro, nas praias e povoados do concelho, na Barrinha de Esmoriz e na mata litoral.
terça-feira, 20 de maio de 2014
terça-feira, 22 de abril de 2014
sexta-feira, 21 de março de 2014
21 de Março - Dia da Árvore
O Dia da Árvore é sempre uma ocasião especial para recordar que, as árvores são surpreendentes fontes de vida.
Ao longo dos seus troncos e por entre a maior ou menor profusão de folhas, inúmeros insectos repousam, alimentam-se, reproduzem-se e vivem.
À sua sombra e no solo húmido crescem diversos fungos, nem todos bons para o consumo humano, mas todos com funções ecológicas bem definidas, nomeadamente, no ciclo da matéria orgânica.
Quando suficientemente desenvolvidas, as árvores fornecem alimento e abrigo a uma variedade de espécies animais.
Borboletas, diurnas e nocturnas, conseguem camuflar-se e passar muitas vezes despercebidas quando pousadas nos troncos e ramagens das árvores. Contudo, a especialização adquirida pelos pássaros insectívoros permite-lhes que aquelas criaturas também integrem as suas dietas, complementadas, com outras espécies de insectos.
Os pássaros granívoros e alguns mamíferos alimentam-se das bagas arbóreas e é entre as árvores que encontram esconderijos essenciais para a procriação.
Quando as árvores se encontram próximo dos cursos de água, as suas funções de suporte de vida amplificam-se. Desde a retenção do excesso de água no solo, à estabilização das margens, as árvores são elementos essenciais da paisagem ribeirinha. E é também aqui que as árvores redobram de importância para os animais silvestres. Aves de rapina e garças tendem a usá-las como locais estratégicos para mais facilmente obterem alimento e estabelecerem os seus ninhos.
| Vegetação ribeirinha antes do aparecimento do Parque Urbano de Ovar (Março 2011) |
Mas, árvores sem vegetação arbustiva em redor formam sem dúvida um ecossistema adulterado.
Os arbustos, de portes variáveis, nas margens dos cursos de água são a primeira e fundamental barreira para a estabilização das margens aquando das cheias. E não só. Permitem a ocupação dos cursos de água por espécies aquáticas, como, lontras, galinhas-d'água, galeirões, garças e diversos passeriformes.
Os arbustos, de portes variáveis, nas margens dos cursos de água são a primeira e fundamental barreira para a estabilização das margens aquando das cheias. E não só. Permitem a ocupação dos cursos de água por espécies aquáticas, como, lontras, galinhas-d'água, galeirões, garças e diversos passeriformes.
É por isso que, parques românticos, ricamente plantados de árvores e corações relvados, mas pobres de vegetação ribeirinha, regalam a vista e satisfazem o lazer mas não valorizam o património natural local.
| Parque Urbano de Ovar (actualidade) |
sexta-feira, 7 de março de 2014
Vamos salvar a Duna dos Caldeirões!
No primeiro dia do corrente mês tive a oportunidade de estar presente, mais uma vez a convite da COREMA, no concelho de Caminha, para presenciar in loco os estragos causados pelo mar neste sector do litoral minhoto e avaliar formas de intervenção.
Desta vez o motivo principal foi a destruição da Duna dos Caldeirões, em Vila Praia de Âncora, como resultado das fortes investidas do mar nas últimas semanas.
Desta vez o motivo principal foi a destruição da Duna dos Caldeirões, em Vila Praia de Âncora, como resultado das fortes investidas do mar nas últimas semanas.
A importância desta temática fez com que o vice-presidente da Câmara Municipal de Caminha estivesse presente durante a parte da manhã aquando da visita à praia afectada.
Durante a tarde decorreu um plenário, no salão dos Bombeiros Voluntários locais, onde marcaram presença, além de membros da associação COREMA e do vice-presidente da Câmara, representantes da Associação de Pescadores de Âncora, membros de outras associações culturais, bem como diversos munícipes.
A sessão foi iniciada com a projecção de fotos de anos anteriores e presentes onde se constatava o grande recuo no perfil da linha costeira no litoral do concelho de Caminha. Posteriormente tive a oportunidade de mostrar perante os presentes quais os sectores do litoral norte do país com maiores probabilidades de erosão, particularizando o caso do litoral de Caminha.
A terceira parte deste encontro consistiu no intenso e prolongado debate entre convidado e presentes em torno das melhores opções a tomar no futuro próximo para reabilitação deste sector costeiro.
Foi desta forma que, juntamente com uma associação ambientalista e uma sala cheia de cidadãos preocupados com a sua terra, dei o meu contributo na salvaguarda da Duna dos Caldeirões.
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domingo, 2 de fevereiro de 2014
Dia Mundial das Zonas Húmidas
A praia do Furadouro continua a destacar-se no contexto dos fenómenos erosivos nacionais.
Hoje, Dia Mundial das Zonas Húmidas, este povoado viu mais uma vez as altas ondas oceânicas galgarem a linha de costa.....
destruindo tudo....
E os esporões lá estão....sem nada valerem .....
Tanto tempo que não se soube aproveitar no passado e tantos alertas feitos e menosprezados .... no sentido de se evitarem estas complicações....
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Ave do mês: Corvo-marinho-de-faces-brancas
O corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo) é uma ave aquática predominantemente invernante, de coloração escura, com bico e pescoço (esticado em voo) longos.
Estas aves apresentam no Inverno uma mancha clara no ventre e na face. Actualmente, é observada em grande número em águas interiores, sobretudo nos rios e lagunas, onde pode encontrar alimento em abundância.
No início e no fim do dia é frequente observar-se grandes "V" formados por dezenas de aves voando, respectivamente, dos dormitórios para os locais onde passam o dia e vice-versa.
É típico nesta ave, após cada mergulho realizado em busca de alimento, voar para um local seco ou para algum poste existente nas proximidades, onde permanece durante algum tempo com as asas abertas de modo a poderem secar as penas.
Na Ria de Aveiro a espécie apresenta uma ampla distribuição lagunar observando-se pousada em vazas, postes, muros, ..... demonstrando grande à-vontade com a proximidade do homem....
..... e ocupando os locais típicos das gaivotas.
Dado o aumento significativo que estas populações invernantes têm tido nos últimos anos na Ria de Aveiro e nomeadamente nas águas do concelho de Ovar, merecem especial destaque neste mês que foi bem invernoso.
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domingo, 19 de janeiro de 2014
Parque Urbano de Ovar: água mole em pedra dura!
Sem dúvida que valeu a pena insistir na denúncia dos erros estratégicos cometidos em todo o processo da construção deste parque.
Um deles consistiu na destruição da galeria ripícola do Cáster e na deficiente estratégia inicial de arborização prevista para a área.
a densidade arbórea foi substancialmente aumentada, tal como era desejável;
| Junho 2013 |
| Junho 2013 |
| Agosto 2013 |
Enfim, o parque tem outro ar. De modo algum aquele que se desenhou no projecto, mas aquele que a natureza exige! Há muito ainda a fazer para se recuperar o potencial biológico perdido com esta intervenção.
E como se pode ver pela primeira imagem, muita água ainda está para cair sobre o Parque Urbano.... para que este continue a melhorar a sua função ecológica ... para que o modelo de gestão da vegetação permita a formação de uma nova galeria ripícola, ... viçosa ...... distribuída de forma contínua ...... durante todo o ano ..... ao longo das duas margens.
| Janeiro 2014 |
domingo, 12 de janeiro de 2014
Perigo na Avenida Sá Carneiro.
Em manhã de forte afluência à cidade de Ovar, nomeadamente pela realização do mercado semanal, assistiu-se a um verdadeiro caos rodoviário na avenida Sá Carneiro, uma das principais artérias da cidade de Ovar, que se encontra com a sua última rotunda em fase de finalização.
Sem qualquer sinalizador humano ou semáforo luminoso, as máquinas que procediam ao arranjo da via circulavam, ora para a frente ora em marcha atrás, em simultâneo com os carros que circulavam nessa mesma via de saída da cidade.
Quem tem responsabilidade por esta anarquia rodoviária?
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