Em Ovar, a "ondulação forte e os ventos mareiros" deixam a descoberto os atentados ambientais cometidos na Ria de Aveiro, nas praias e povoados do concelho, na Barrinha de Esmoriz e na mata litoral.
quarta-feira, 10 de junho de 2015
segunda-feira, 8 de junho de 2015
sexta-feira, 5 de junho de 2015
domingo, 24 de maio de 2015
Dia Europeu dos Parques Naturais
| Ria de Ovar |
Hoje celebra-se um dia dedicado a todos aqueles espaços naturais, que pela sua importância mereceram a atenção das entidades responsáveis e foram catalogados de Parques Naturais.
Nestes espaços fomenta-se a aproximação das populações à natureza (sempre de uma forma sustentável!) aumentando nelas a consciencialização para o valor dos recursos naturais aí existentes e para a correcta forma da sua exploração.
No concelho de Ovar, vai para algumas décadas, que algumas zonas poderiam estar classificadas como áreas protegidas.....a zona lagunar da foz do Cáster.....a Barrinha de Esmoriz.....
| Barrinha de Esmoriz |
Infelizmente, nunca houve estatuto autárquico capaz de tais feitos....
.....houve apenas iniciativas ambientais folclóricas....
.....e a natureza no concelho muito tem perdido!
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Dia Internacional da Biodiversidade
| Floresta mista, garantia de biodiversidade |
Hoje comemora-se o Dia Internacional da Biodiversidade, cujo significado passa pelo alerta sobre a necessidade e importância da conservação da diversidade da vida. Esta data foi proclamada pelas Nações Unidas a 22 de Maio de 1992, dia em que se adoptou o texto final da Convenção sobre a Diversidade Biológica.
Anualmente, o Dia Internacional da Biodiversidade alude a um determinado tema. O tema escolhido para este ano foi "Biodiversidade para o Desenvolvimento Sustentável". Os temas escolhidos levam normalmente à realização de diferentes actividades e programas sobre os mesmos, nomeadamente em Portugal, a alguns seminários organizados pelas Câmaras Municipais.
Verdade? Nem sempre, infelizmente!
| Destruição da galeria ripícola nas margens do rio Cáster, próximo da sua foz. |
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Dia Mundial da Terra
| Ria de Ovar |
Este
movimento alargado de cidadãos esteve na origem da Agência de
Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency), nos EUA e à posterior
realização do primeiro grande encontro mundial para discussão dos referidos
temas (Conferência de Estocolmo, 1972). Em 2009, pela sua importância, a data de 22 de Abril passa a ser
reconhecido pela ONU, como data internacional.
O
Dia da Terra serve, então, para denunciar atropelos ambientais, nomeadamente insistir no término da destruição sistemática de
habitats fundamentais e na adopção de soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das actividades
humanas, nomeadamente no que diz respeito à protecção de espécies ameaçadas.
sábado, 21 de março de 2015
Dia Mundial da Floresta e Dia Mundial da Água
Hoje comemora-se o Dia Mundial da Floresta e amanhã o Dia Mundial da Água.
Uma Floresta, não corresponde a uma monocultura. Um pinhal ou um eucaliptal, só por confusão ou ignorância cabem naquela categoria. Na verdade, a floresta é formada por uma diversidade de espécies e nichos ecológicos tão diversificados, que conferem ao território onde está inserida uma enorme riqueza natural.
Promover a plantação de outras espécies autóctones na "aridez" das monoculturas deveria ser uma opção estratégica dos responsáveis ambientais autárquicos, nomeadamente dos ovarenses.
Mas essa gente não está nesses cargos para realizar esse esforço e por esse facto, as matas em Ovar, além de irem perdendo progressivamente superfície, pela ocupação contínua do espaço dito florestal, são extremamente pobres em recursos naturais!
Não há floresta, nem bosques sem água ..... mas também os cursos de água necessitam da presença de vegetação adequada nas suas margens. Os ditos bosques ripícolas. É precisamente esta relação de interdependência que invariavelmente é descuidada ou esquecida na minha terra, Ovar!
Veja-se o que acontece no "riquíssimo" (em pedra) Parque Urbano de Ovar! A paixão pelo "romantismo jardineiro" tem sido sinónimo da eliminação da vegetação ripícola das margens do Cáster.
Estes dias mundiais, se não servirem para outra coisa em Ovar, servirão, pelo menos, para colocar a seguinte questão. Para quando a reciclagem dos "técnicos e responsáveis" ambientais da autarquia? Umas formações em Ecologia Urbana acentava-lhes como uma luva.....
Etiquetas:
Abate de Espécies,
Biodiversidade,
Floresta,
Ordenamento do Território
terça-feira, 3 de março de 2015
Dia Internacional da Vida Selvagem
Nem só de cães e gatos atropelados se enchem as nossas estradas.
São muitos os animais selvagens (mamíferos, aves, répteis,....) que frequentemente são vítimas do excesso de velocidade em vias florestais ou campestres.
| Geneta (Genetta genetta) atropelada É importante a minimização deste impacte humano sobre as populações animais selvagens, pois estas, desempenham funções reguladoras dentro dos ecossistemas. |
Etiquetas:
Abate de Espécies,
Biodiversidade,
Sustentabilidade
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
2015 - Ano Internacional da Luz e do Solo
A luz
“Então disse Deus: «Haja luz». E houve
luz.
Viu Deus que a luz era boa; e separou as
trevas da luz.
E à luz chamou dia; às trevas noite”.
(Gn 1,3-5)
«Haja luz». E houve luz.
A luz, dizem os
físicos tem uma natureza dual. É uma realidade simultaneamente material e não
material. Algo que a ciência procura caracterizar com fórmulas e cálculos extremamente
elaborados, com construções e desconstruções de pensamentos. Assunto que conduziu
a trabalhos científicos de peso e a brilhantes prémios Nobéis. A luz terá sido
a primeira manifestação de algo nunca visto por quem quer que seja, mas teoricamente
construído pela mente ficcionaria de alguns sábios, ao tentarem conceber a
formação do universo a partir da explosão de uma enorme quantidade de energia
acumulada. O famoso Big Bang, previsivelmente
ocorrido há 13.8 biliões de anos!
Para o vulgo, contudo,
a luz serve para iluminar, permitindo ao homem ver e viver o seu dia-a-dia sem permanentes
trambolhões; na sua ausência, a vida humana seria complicada de gerir.
Quer chegue à Terra
directamente do nosso astro rei, quer chegue reflectida por uma lua bem cheia,
a luz visível vinda do espaço exterior é um bem que pode ser usufruído livremente
por todos.
Mas foram os ditos
nobéis que facilitaram o aparecimento de outras fontes de luz não natural. Lâmpadas,
lanternas, faróis, lasers, fibra óptica e demais tecnologia fotónica surgiram
em ritmo acelerado durante o século passado. Muitas luzes foram surgindo, deste
modo, na Terra. A luz passou a ser um bem produzido pelo homem. Um bem que hoje
em dia se paga. Isso mesmo. A energia luminosa, de fenómeno natural, gratuito
no passado, transformou-se num bem transacionável, que deu origem a múltiplas
empresas por todo o planeta dedicadas à sua comercialização com movimentação de
economias poderosas.
Viu Deus que
a luz era boa
Sem luz não haveria
vida. A produção básica das cadeias alimentares faz-se porque todos os dias o
Sol descarrega sobre a Terra uma enorme quantidade de luz. Os cientistas chamam
a este processo “fotossíntese”. Graças a ele podemos obter, batatas, cereais,
legumes, frutos, pastos, árvores diversas e muitos outros produtos do solo.
É, assim, devido à
luz natural do Sol que o homem e os outros animais obtêm alimento, isto é,
conseguem sobreviver. Pensando que o Sol está na sua meia-idade teremos, à priori, condições de vida para muitas
e muitas gerações mais.
E (Deus)
separou as trevas da luz.
Mas de bem essencial
que é, a luz também chega a ser encarada, cada vez com maior assiduidade, como
um fenómeno incomodativo. Incómodo, porque excessiva em certos momentos e em
certos espaços. De noite, a quantidade de luz emanada artificialmente das
grandes metrópoles mundiais é enviada para o espaço, produzindo, imagine-se,
poluição luminosa. Esta luz assim produzida de forma excessiva, bem paga por todos
nós, é desperdiçada para o espaço, sem qualquer ganho para a humanidade e
dificultando ou impedindo a natural manifestação das trevas. A poluição
luminosa contribui, assim e entre outros, para o aquecimento da atmosfera mesmo
durante a noite!
O solo
Disse Deus: «Reúnam-se num só lugar as águas que estão
debaixo do céu e apareça o seco». E assim foi. Então Deus chamou ao seco terra
e à reunião das águas chamou mares; e viu que estava bem feito.
Disse depois Deus: «Germine a terra vegetação, ervas
que dêem sementes e árvores frutíferas que produzam fruto da sua espécie com a
própria semente dentro de si, sobre a terra». E assim foi.
( Gén. 1, 9-11)
«….e apareça o seco». …. Então Deus
chamou ao seco terra.
O solo é uma
estreitíssima faixa da crosta terrestre, de dimensões que oscilam entre alguns
centímetros e uns quantos metros, cuja composição e qualidade dependem da
actividade dos seres vivos que o utilizam. São estes seres vivos que,
juntamente com as águas das chuvas, o granizo, as oscilações de temperatura, o
vento e vários outros factores naturais, promovem o desgaste das rochas (rochas-mãe)
originando o aparecimento das partículas de solo.
As aptidões do solo
dependem da sua porosidade, que permite a adequada circulação da água e do ar e
da sua composição química, fundamental para uma boa qualidade agrícola.
«Germine a
terra vegetação, ervas que dêem sementes e árvores frutíferas que produzam
fruto da sua espécie …».
Sendo um elemento
decisivo para a realização dos grandes ciclos que suportam a vida na Terra,
tais como os ciclos do carbono, do azoto, do ozono e da água, o solo funciona
como uma interface entre a crosta terrestre e a atmosfera, permitindo as trocas
permanentes de água e gases entre estes dois sistemas.
Por outro lado, os
ciclos de vida dos seres vivos também dependem daquilo que os solos podem
oferecer, nomeadamente habitats e
alimento. Cerca de 99% da biomassa produzida em todo o mundo depende dos solos.
Na verdade, o solo constitui um ciclo fechado de interdependências!
A luz e o solo
A luz, essa
manifestação de energia diariamente emanada do Sol, que viaja pelo espaço à
prodigiosa velocidade de 300 000 Km/seg, ao chegar à terra penetra nos solos assegurando
os processos vitais necessários à produção da biomassa. É então que as plantas
irão produzir o seu próprio alimento e bem desenvolvidas servirão de alimento
aos seres que se encontram num patamar acima na cadeia alimentar. Eis, pois, a
vitalidade da luz!
O arrastamento excessivo
das partículas do solo, pela água e pelo vento (erosão) foi uma constante ao
longo dos tempos geológicos, sendo essa perda de partículas compensada pelo
aparecimento de outras partículas mais novas, resultantes do desgaste das
rochas. Contudo, hoje em dia isto já não é assim, pois verifica-se um saldo
negativo em termos de “stocks de solo”. Com a acentuada influência de certas
actividades humanas (agricultura intensiva, monoculturas, uso de alfaias
mecânicas, uso de adubos e de pesticidas químicos, urbanização e betonização
crescentes, etc) promoveu-se uma maior desagregação dos solos (erosão), uma
deficiente porosidade e uma maior salinização do mesmo, factores que contribuem
para a perda acentuada de biodiversidade. Eis, pois, a fragilidade do solo!
Nesta relação entre
luz e solo, pode-se considerar ainda, existir uma espécie de contrato
obrigatório entre os dois. A luz dará ao solo a energia que ele precisa, se o
mesmo conseguir controlar (equilibrar) a quantidade de gases, como o dióxido de
carbono, existentes na atmosfera, de modo a permitir a passagem nas quantidades
certas dessa mesma luz (energia). Os cientistas julgam saber que o solo tem
armazenado mais carbono do que a atmosfera e todas as plantas juntas, o que só
por si indica ser o solo um extraordinário sumidouro deste excesso de dióxido
de carbono atmosférico que tantas dores de cabeça nos dá! Eis, pois, a
importância desta união.
É por este conjunto de interdependências entre os
solos e a luz que faz todo o sentido a Assembleia Geral das Nações Unidas ter proclamado
2015, simultaneamente Ano Internacional da Luz e Ano Internacional do Solo.
(artigo publicado no n.º 49 da Revista Reis - Ovar 2015)
Etiquetas:
Biodiversidade,
Poluição,
Sustentabilidade
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
domingo, 16 de novembro de 2014
sábado, 8 de novembro de 2014
Muda a cor mas ficam algumas atitudes comuns...
Sábado à tarde, Parque Urbano de Ovar....uma máquina escavadora estende o seu comprido braço articulado iniciando a derrocada de uma casa em ruínas....
perante o olhar de um grupo de curiosos, supunha eu.....
Não eram, de facto, curiosos de passagem pelo local, mas antes entidades públicas da cidade que se haviam deslocado até lá para, oficialmente assistirem ao evento....
E a máquina lá continuava, sem pressas, o seu trabalho de demolição...
Eis que passados uns 10 a 15 minutos, em pequenos grupos, os assistentes começam a debandar .....
A tarde estava chuvosa e fria .... e afinal era dia de sábado..... havia que informar o operador da máquina que por agora se daria por terminada esta operação teatral.....
E tal como manda o código naval, o mestre ou o capitão é sempre o último a abandonar o barco (neste caso o local) .....
Homens e máquina partiram .... tal como antes, ficaram os escombros..... e agora?
Ficará, contudo, para a história local mais uma intervenção séria. Para que não se diga que em Ovar não há eventos de verdade. Aliás, estes registos confirmam-no....
Etiquetas:
Ordenamento do Território,
Rio Cáster
sábado, 18 de outubro de 2014
O 4.º eixo da "nova energia" !
Há cerca de um ano surgiu em Ovar uma "Nova Energia".
Uma das vertentes contemplada seria o Ambiente! E para isso existia o 4.º Eixo!
Como se verifica da leitura, além da intervenção tonta no curso do rio Cáster há outras prioridades. Entre estas encontra-se a defesa da costa.
O inverno está a chegar....como irá, então, o oceano lidar com a força desta "Nova Energia" ?
Tratava-se de um "programa de acção" que dizia pretender revitalizar o concelho em diferentes vertentes.... e gastar os dinheiros recebidos da Europa.
Uma das vertentes contemplada seria o Ambiente! E para isso existia o 4.º Eixo!
Como se verifica da leitura, além da intervenção tonta no curso do rio Cáster há outras prioridades. Entre estas encontra-se a defesa da costa.
| Pôr-do-Sol sobre o calmo mar do Furadouro. |
| 4.º eixo do Plano de Acção para o município de Ovar em marcha! |
| Sem legenda |
Etiquetas:
Erosão Costeira,
Oceano,
Ordenamento do Território,
Praias e Dunas
sábado, 4 de outubro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Denúncia para memora futura!
Há quatro anos o programa Biosfera esteve na Foz do Cáster, em Ovar, para registar as preocupações ambientais, que à data se manifestavam perante a eminência das intervenções do projecto POLIS - Ria de Aveiro, nesse mesmo local.
No referido programa fizeram-se vários alertas sobre as consequências nefastas que poderiam resultar na biodiversidade local se o projecto não se revelasse sustentável.
Este ano, a 29 de Julho, o programa Biosfera voltou ao local para registar que o POLIS - Ria de Aveiro continuou, impunemente, a destruir os habitats da zona, promovendo a perturbação e o desequilíbrio dos mesmos.
A reportagem ficará para memória futura mostrando como "para se gastarem os fundos comunitários se leva a efeito qualquer idiotice, mesmo que para tal se destruam os recursos naturais locais".
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Continua a saga de atentados ambientais!
Não bastava o plano drástico do POLIS LITORAL - Ria de Aveiro (levado ao terreno com a conivência da Câmara Municipal de Ovar, apesar de atempadamente alertada para as consequências do mesmo!) de levar uma ciclovia até zonas ambientalmente sensíveis do ponto de vista ecológico!
Era necessário destruir ainda mais a natureza da zona envolvente.
Tudo isto acontece apesar de no passado recente a natureza em Ovar ter demonstrado que destruir a vegetação ribeirinha significa perda da capacidade das bacias fluviais para reterem as águas em períodos de cheia.
Estou a referir-me ao Parque Urbano de Ovar, uma zona lúdica plenamente justificada para a cidade mas infelizmente muito mal intervencionada.
O Cáster, é agora uma vítima da ciclovia.....
Quem é afinal responsável por estes desbastes? O POLIS, a Câmara, particulares,...? Quem justifica que, a pretexto de limpar terrenos marginais ou podar árvores, seja possível destruir amieiros, choupos e demais vegetação ripícola?
Será que para construir uma ciclovia (que na verdade sempre lá existiu!!) é preciso tanta destruição?
É fundamental que a Câmara Municipal de Ovar, até pelos "pergaminhos ambientais" que lhe estão associados, justifique convenientemente porque não foi escolhida para a foz do Cáster uma intervenção ambientalmente sustentável.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Dia Nacional da Conservação da Natureza
Rios....
Floresta ...
Zona Húmidas ....
| A oxigenação de um rio é fundamental para a vida do mesmo |
![]() |
| A disponibilidade de recursos favorece as teias alimentares |
![]() |
| O microclima do caniçal transforma-o num habitat de eleição |
Fauna ....
| Peneireiro-cinzento (Elanus caeruleus): habitante das Zonas Húmidas |
Flora ...
| O estorno (Ammophila arenaria) ajuda na construção das dunas |
Infestantes ....
![]() |
| É fundamental o controlo das infestantes, como a erva-das-pampas (Cortaderia selloana) |
Etiquetas:
Biodiversidade,
Sustentabilidade
Subscrever:
Mensagens (Atom)






.jpg)
.jpg)
.jpg)






