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terça-feira, 1 de julho de 2014

Dia Mundial da Arquitectura


Podia ser uma imagem dum pós-guerra qualquer.....II Grande Guerra, Kosovo, Iraque, ........



Mas não! 

Tratam-se de escombros, em Ovar. 

O que resta das antigas e importantes oficinas ferroviárias localizadas na estação de caminhos-de-ferro desta localidade.








Uma estação ferroviária sem beleza! 

E como se não bastasse, uma estação ferroviária perigosa! 

A sua localização e arquitectura, adequada no tempo dos comboios a vapor mostra-se totalmente ineficiente nos tempos dos comboios de alta ou média velocidade.

A segunda plataforma, demasiada estreita, não oferece segurança aos seus utilizadores, sobretudo quando passam na segunda linha comboios sem paragem, a grande velocidade, criando efeito de sucção.






Por outro lado, a estação ao localizar-se a meio de uma perigosa curvatura, impede uma perfeita visualização da aproximação dos comboios, a grande velocidade, tanto de norte como especialmente de sul. 




A perigosa, desolada e esquecida estação de Ovar (comparada com outras estações e apeadeiros intervencionados!) sofre de um grave problema de arquitectura paisagista!

Parece deste modo razoável defender com urgência:

- a linearização da linha do norte na estação de Ovar (desde S. Miguel à Ponte Reada);

- a construção de plataforma(s) suficientemente larga(s), com bancos e pára-ventos;

- passagens aéreas ou subterrâneas para acesso à(s) plataforma(s).


Irá haver estaleca para levar a cabo tal ambição? A ver vamos.








sexta-feira, 20 de junho de 2014

Isto são IDEIAS VERDES?

Em 27.10.2010 chamei a atenção, aqui neste espaço, para os perigos que haviam sido propostos pelo POLIS - Ria de Aveiro para a zona da Foz do Cáster, em Ovar. 


Campos na zona do Cáster
De facto, a equipa projectista vencedora do concurso propunha como medidas de valorização e requalificação ideias que eu considerei como sendo de "destruição". A destruição de um riquíssimo ecossistema natural.

Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) junto ao rio Cáster
Garça-real (Ardea cinerea) voando sobre o rio Cáster

Entre as medidas propostas constavam a construção de uma ciclovia paralela ao curso do rio, até à sua foz, bem como, a implantação de torres de observação. A gravidade destas medidas tinha merecido a atenção dos media, de tal modo que uns dias antes desta postagem o programa BIOSFERA, da RTP2, tinha passado uma reportagem gravada no local desmascarando as ameaças que este projecto encobria.

Em 15.06.2011 logo após algumas afirmações precipitadas saídas da presidência do POLIS-Ria de Aveiro acerca do projecto voltei a salientar, como exemplos a não repetir, alguns impactos negativos já ocorridos em alguns pontos da Ria de Aveiro derivados de outras intervenções anteriores mal sustentadas. 

Hoje volto à questão base: o POLIS - Ria de Aveiro está em marcha, intervindo em diferentes pontos da ria de Ovar, nomeadamente na FOZ do CÁSTER!

A tal ciclovia está a ser construída... 

Construção de ciclovia ao longo do rio Cáster

Construída para lá dos limites aconselháveis, passando junto a zonas ecologicamente muito sensíveis.... Para quê? 

Sapais ameaçados

E excessivamente larga para o efeito... Porquê?


Término da ciclovia
E ao que tudo indica (pelo desenho constante na placa de apresentação do projecto colocada no cais da Ribeira de Ovar) as torres de observação vão ser lá colocadas. Que vantagens traz este modelo de posto de observação? E estimaram-se as desvantagens?


Placa alusiva ao projecto situada no Cais da Ribeira de Ovar

E tal como seria de esperar (pela "qualidade" do projecto!) até velocípedes motorizados lá poderão passar de acordo com a ilustração anterior. 


Ora, é a isto que se chamam "IDEIAS VERDES"?


Placa alusiva ao projecto situada no Cais da Ribeira de Ovar
Não!

Nem isto são ideias ecológicas, nem este tipo de intervenções podem ser apadrinhadas pelas autarquias, como a de Ovar, que teve no passado e tem no momento presente a capacidade de impedir este tipo de intervenções. 


Não o fez no passado recente, é verdade, talvez por uma questão de incompreensão deste tipo de matérias; mas pode-o fazer agora, pelas credenciais ambientais que lhe são reconhecidas!!!! 


terça-feira, 20 de maio de 2014

Furadouro - estância do passado, escolhos no presente.




Dunas saqueadas pelo mar....


máquinas sempre à espera......


porque os prejuízos podem vir a ser muitos ......





E agora?


sexta-feira, 21 de março de 2014

21 de Março - Dia da Árvore




O Dia da Árvore é sempre uma ocasião especial para recordar que, as árvores são surpreendentes fontes de vida. 


Ao longo dos seus troncos e por entre a maior ou menor profusão de folhas, inúmeros insectos repousam, alimentam-se, reproduzem-se e vivem. 

À sua sombra e no solo húmido crescem diversos fungos, nem todos bons para o consumo humano, mas todos com funções ecológicas bem definidas, nomeadamente, no ciclo da matéria orgânica. 

Quando suficientemente desenvolvidas, as árvores fornecem alimento e abrigo a uma variedade de espécies animais. 

Borboletas, diurnas e nocturnas, conseguem camuflar-se e passar muitas vezes despercebidas quando pousadas nos troncos e ramagens das árvores. Contudo, a especialização adquirida pelos pássaros insectívoros permite-lhes que aquelas criaturas também integrem as suas dietas, complementadas, com outras espécies de insectos. 

Os pássaros granívoros e alguns mamíferos alimentam-se das bagas arbóreas e é entre as árvores que encontram esconderijos essenciais para a procriação. 

Quando as árvores se encontram próximo dos cursos de água, as suas funções de suporte de vida amplificam-se. Desde a retenção do excesso de água no solo, à estabilização das margens, as árvores são elementos essenciais da paisagem ribeirinha. E é também aqui que as árvores redobram de importância para os animais silvestres. Aves de rapina e garças tendem a usá-las como locais estratégicos para mais facilmente obterem alimento e estabelecerem os seus ninhos. 

Vegetação ribeirinha antes do aparecimento do
Parque Urbano de Ovar (Março 2011)

Mas, árvores sem vegetação arbustiva em redor formam sem dúvida um ecossistema adulterado. 

Os arbustos, de portes variáveis, nas margens dos cursos de água são a primeira e fundamental barreira para a estabilização das margens aquando das cheias. E não só. Permitem a ocupação dos cursos de água por espécies aquáticas, como, lontras, galinhas-d'água, galeirões, garças e diversos passeriformes.

É por isso que, parques românticos, ricamente plantados de árvores e corações relvados, mas pobres de vegetação ribeirinha, regalam a vista e satisfazem o lazer mas não valorizam o património natural local.


Parque Urbano de Ovar (actualidade)
Vale a pena ponderar!



sexta-feira, 7 de março de 2014

Vamos salvar a Duna dos Caldeirões!

No primeiro dia do corrente mês tive a oportunidade de estar presente, mais uma vez a convite da COREMA, no concelho de Caminha, para presenciar in loco os estragos causados pelo mar neste sector do litoral minhoto e avaliar formas de intervenção. 





Desta vez o motivo principal foi a destruição da Duna dos Caldeirões, em Vila Praia de Âncora, como resultado das fortes investidas do mar nas últimas semanas. 





A importância desta temática fez com que o vice-presidente da Câmara Municipal de Caminha estivesse presente durante a parte da manhã aquando da visita à praia afectada.

Durante a tarde decorreu um plenário, no salão dos Bombeiros Voluntários locais, onde marcaram presença, além de membros da associação COREMA e do vice-presidente da Câmara, representantes da Associação de Pescadores de Âncora, membros de outras associações culturais, bem como diversos munícipes. 


A sessão foi iniciada com a projecção de fotos de anos anteriores e presentes onde se constatava o grande recuo no perfil da linha costeira no litoral do concelho de Caminha. Posteriormente tive a oportunidade de mostrar perante os presentes quais os sectores do litoral norte do país com maiores probabilidades de erosão, particularizando o caso do litoral de Caminha.





A terceira parte deste encontro consistiu no intenso e prolongado debate entre convidado e presentes em torno das melhores opções a tomar no futuro próximo para reabilitação deste sector costeiro.


Foi desta forma que, juntamente com uma associação ambientalista e uma sala cheia de cidadãos preocupados com a sua terra, dei o meu contributo na salvaguarda da Duna dos Caldeirões.



domingo, 2 de fevereiro de 2014

Dia Mundial das Zonas Húmidas



A praia do Furadouro continua a destacar-se no contexto dos fenómenos erosivos nacionais. 


Hoje, Dia Mundial das Zonas Húmidas, este povoado viu mais uma vez as altas ondas oceânicas galgarem a linha de costa.....



destruindo tudo....





E os esporões lá estão....sem nada valerem .....




 e a marginal cada vez menos poupada....






Tanto tempo que não se soube aproveitar no passado e tantos alertas feitos e menosprezados .... no sentido de se evitarem estas complicações....




 E entretanto mais uma preia-mar se aproxima.....






domingo, 19 de janeiro de 2014

Parque Urbano de Ovar: água mole em pedra dura!


Sem dúvida que valeu a pena insistir na denúncia dos erros estratégicos cometidos em todo o processo da construção deste parque. 



Um deles consistiu na destruição da galeria ripícola do Cáster e na deficiente estratégia inicial de arborização prevista para a área.



Contudo, após tanta água correr sobre este tema, pode-se observar que:

a densidade arbórea foi substancialmente aumentada, tal como era desejável;

Junho 2013
Junho 2013

 e a vegetação ripícola foi crescendo livremente ...



Agosto 2013

Enfim, o parque tem outro ar. De modo algum aquele que se desenhou no projecto, mas aquele que a natureza exige! Há muito ainda a fazer para se recuperar o potencial biológico perdido com esta intervenção. 


E como se pode ver pela primeira imagem, muita água ainda está para cair sobre o Parque Urbano.... para que este continue a melhorar a sua função ecológica ... para que o modelo de gestão da vegetação permita a formação de uma nova galeria ripícola, ... viçosa ...... distribuída de forma contínua ...... durante todo o ano ..... ao longo das duas margens.



Janeiro 2014