terça-feira, 15 de setembro de 2026

Primavera no Parque (II)

 





(continuação)


Estamos em Abril. Finalmente, as baixas temperaturas e a chuva persistente que a espaços ainda ia ensopando os solos, cessaram.

O sol passou a irradiar desde bem cedo, uma vez que a humidade atmosférica ao diminuir de forma significativa assim o permite.

  


No parque da cidade, os cantos dos pássaros, límpidos, ecoam descaradamente desde a aurora, com os melros-pretos (Turdus merula), as rolas-turcas (Streptopelia decaocto) e as pegas-rabudas (Pica pica) a dominarem a orquestra matinal.

Mas, aquilo que mais mexe com os sentidos neste espaço citadino é a contemplação, pela manhãzinha, do dossel arbóreo. Denso, alto e pintado a diferentes tons de verde, é maravilhosamente lindo de ver e de sorver, pois os delicados e frescos odores que emana a esta hora do dia ainda não são diluídos pela cada vez mais saturada atmosfera carbónica.




O parque urbano de Ovar implantado ao longo das duas margens do rio Cáster é fortemente marcado pelos habitats que este curso de água oferece, não só ao nível da sua galeria ripícola mas também pelos solos de prado humedecido adjacentes. 



Na verdade, as amplas áreas relvadas que lhe dão corpo, plantadas com uma diversidade de espécies arbóreas ornamentais, bem como, as árvores e arbustos que subsistem nos quintais contíguos, disponibilizam outros tantos nichos ecológicos que permitem a presença no parque de uma fauna variada.

  


Tomando o rio Cáster como espinha dorsal do parque e as pontes rodoviárias e pedonais como limites de conveniência definiram-se cinco sectores dentro do parque com vista a uma análise mais circunstanciada. 

Assim, com o curso do rio Cáster a separá-los, definiram-se os sectores A e B, respectivamente, a nascente e poente do rio, entre a rua Ferreira de Castro e a rua Dr. António José de Almeida, mais conhecida pela sua designação popular de rua dos Pelames.

Os sectores C e D, respectivamente, a poente e nascente do rio Cáster, estendem-se desde a rua dos Pelames para norte, tal como representado na foto.



Finalmente o sector E abrange toda a área de parque que vai dos limites norte dos sectores C e D até à ponte da rua Dr. José Falcão, mais conhecida pela sua designação popular de ponte do Palhas, dado o Cáster ser aqui popularmente conhecido como rio do Palhas.

  

 (continua)


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