terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O Parque Urbano e as cheias.

Já muito escrevi acerca do modelo de Parque Urbano escolhido para a cidade de Ovar. Esse modelo surgiu com enormes erros no que respeita à garantia da biodiversidade local e à própria segurança do espaço em si e dos cidadãos. 

A ausência de vegetação ripícola, que foi uma das características de marca deste parque, foi sendo corrigida graças à pressão constante que dediquei a este assunto. Surgiram, então, algumas árvores plantadas ao longo do rio.....mas ainda assim, em número, cobertura espacial e densidade insuficientes !




O resultado desta trilogia (ou da ausência dela) tornou-se bem visível aquando das intempéries invernais, como as que ocorreram muito recentemente. 




É urgente corrigir este défice de vegetação. Sem maior densidade de árvores junto ao rio, as águas transbordarão em períodos de cheia, alagando as margens e as garagens dos prédios próximos. 

Responsáveis autárquicos, as árvores e os arbustos ribeirinhos são fundamentais para a retenção e regularização dos caudais durante os períodos de cheia. Deixem de agir como gestores ambientais empertigados e cegos.

E a propósito, já pensaram no perigo, para os ovarenses, que tem existido nos dias em que o Cáster aumenta de tal maneira o seu caudal e corre de forma turbulenta e a grande velocidade pelo parque?

Já pensaram na possibilidade de qualquer pessoa, nomeadamente uma criança, poder cair ao rio e ser arrastada pela forte corrente, sem possibilidade de resgate?

Porque nunca vi o corte dos acessos ao rio, nomeadamente às zonas de açudes e pontes (estas frequentemente submersas) durante as cheias invernais, como medida de evitar acidentes pessoais?





Responsáveis autárquicos de Ovar, as cheias do Cáster constituem um fenómeno de alto risco pelo que devem ser olhadas com muito mais seriedade e responsabilidade!

1 comentário:

José lopes Lopes disse...

Boas dicas sobre o Parque Urbano!