sexta-feira, 22 de abril de 2016

Dia da Terra



"A Terra é a nossa casa e a casa de todos os seres vivos..."




terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O Parque Urbano e as cheias.

Já muito escrevi acerca do modelo de Parque Urbano escolhido para a cidade de Ovar. Esse modelo surgiu com enormes erros no que respeita à garantia da biodiversidade local e à própria segurança do espaço em si e dos cidadãos. 

A ausência de vegetação ripícola, que foi uma das características de marca deste parque, foi sendo corrigida graças à pressão constante que dediquei a este assunto. Surgiram, então, algumas árvores plantadas ao longo do rio.....mas ainda assim, em número, cobertura espacial e densidade insuficientes !




O resultado desta trilogia (ou da ausência dela) tornou-se bem visível aquando das intempéries invernais, como as que ocorreram muito recentemente. 




É urgente corrigir este défice de vegetação. Sem maior densidade de árvores junto ao rio, as águas transbordarão em períodos de cheia, alagando as margens e as garagens dos prédios próximos. 

Responsáveis autárquicos, as árvores e os arbustos ribeirinhos são fundamentais para a retenção e regularização dos caudais durante os períodos de cheia. Deixem de agir como gestores ambientais empertigados e cegos.

E a propósito, já pensaram no perigo, para os ovarenses, que tem existido nos dias em que o Cáster aumenta de tal maneira o seu caudal e corre de forma turbulenta e a grande velocidade pelo parque?

Já pensaram na possibilidade de qualquer pessoa, nomeadamente uma criança, poder cair ao rio e ser arrastada pela forte corrente, sem possibilidade de resgate?

Porque nunca vi o corte dos acessos ao rio, nomeadamente às zonas de açudes e pontes (estas frequentemente submersas) durante as cheias invernais, como medida de evitar acidentes pessoais?





Responsáveis autárquicos de Ovar, as cheias do Cáster constituem um fenómeno de alto risco pelo que devem ser olhadas com muito mais seriedade e responsabilidade!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Dia de Reis!

Comemore-se hoje os "reis" da natureza em Ovar. Eis três, dos vários que por aqui ocorrem e que são fundamentais para a biodiversidade das Zonas Húmidas e espaços arborizados.



Garça-real (Ardea cinerea)



Chapim-real (Parus major)

Pato-real (Anas platyrhynchos)





segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

2016 – Ano Internacional para o Entendimento Global

As sociedades humanas foram as responsáveis, ao longo dos tempos, pelas principais transformações ocorridas no nosso planeta, pese embora, o homem quase sempre ter ignorado ou menosprezado as consequências do seu agir no meio ambiente.

Numa época em que o nosso planeta experimenta rápidas e graves mudanças ambientais (declínio da biodiversidade, perda de ecossistemas, reduções nos stocks pesqueiros, empobrecimento dos solos, desertificação dos territórios, alterações climáticas extremas, desflorestações massivas, poluições diversas, etc.) não poderemos corrigir o que quer que seja, sem primeiro compreendermos, muito bem, as implicações de todas as nossas opções diárias, como sejam, tão somente, o que bebemos, o que comemos, como habitamos, o que trabalhamos, como socializamos, como viajamos, como praticamos desporto, o que comunicamos, o que ensinamos…. 

Deste modo, verifica-se existir uma necessidade de ampliarmos a compreensão dos fenómenos naturais e das reais necessidades de interferência do homem sobre o meio ambiente que o rodeia. Para isso, é obrigatório reflectir a nível local, sobre todo o conhecimento adquirido ou a adquirir relativo a esta interdependência homem–ambiente. Universidades, ONG’s e população, são, todos eles, vectores que permitem a transversalidade do pensar-agir. Só após esta interiorização, que exige educação e humildade por parte dos decisores, se poderá avançar conscientemente e com objectividade.

Vem isto a propósito das décadas de destruição do património ambiental no concelho de Ovar. Destruição, porque o balanço ecológico foi negativo. As perdas ambientais nunca foram compensadas. Senão vejamos:



O corte de árvores, em matas, do estado ou municipais, sem que tivesse havido lugar a novas plantações, fizeram com que a mancha florestal do concelho se tenha reduzido de forma substancial. O derrube, a pretexto do alargamento das vias e passeios, de árvores frondosas, substituindo-as por exemplares jovens tem retirado a sombra aos caminhantes e à paisagem o valor estético conseguido em anteriores gerações. 

A destruição, sem justificação, da vegetação ripícola do rio Cáster, retirou a várias espécies da fauna, o abrigo e os locais necessários para criação. O desprezo pela limpeza dos diversos cursos de água que atravessam a cidade, tem impedido a regularização dos seus caudais e promovido a concentração de lixos, pastos e ratazanas. 

O envelhecimento da cidade de Ovar, tem sido conseguido graças à falta de um plano estratégico para dinamização e embelezamento do casco antigo, para a recuperação dos seus prédios, das suas fontes, das suas fachadas em azulejo, e do demais património artístico degradado. 





Também os modelos de jardinagem adoptados no município e que passam por um sistema de podas exageradas, que transformam esbeltas árvores em grossas estacas, têm conduzido à perda da qualidade estética das ruas e jardins. 

A política de construção e reforço das muralhas de pedra, mar adentro, contribuiu para mais rapidamente se destruírem as praias próximas, já de si erodidas pela subida gradual do nível do mar. 



A realização de obras secundárias ao longo das margens da Ria serviu para se protelarem outras intervenções de maior prioridade. De facto, as ciclovias, o melhoramento  das praias e a recuperação dos cais podem ter representado um certo ganho no bem estar das pessoas mas não representaram seguramente um ganho na qualidade do ecossistema lagunar! A laguna, perante a inércia, foi-se transformando naturalmente, num pântano, uma vez que não se decidiu levar a cabo em tempo próprio aquilo que era mais importante, as dragagens dos seus canais.



Ora aqui está a grande verdade sobre este Ano Internacional para o Entendimento Global (International Year of Global Understanding, IYGU). Uma ocasião para um sério apelo dirigido ao bom senso dos decisores locais, frequentemente desinformados, ou pior ainda, mal formados sobre o que deve ser a gestão diária do património ambiental dos seus territórios.


Fomentar a mudança de atitudes a nível local contribuirá, sem dúvida, para uma mudança de atitudes a nível regional e nacional, favorecendo o entendimento no que toca às diferentes políticas ambientais. Este ano de 2016 constitui um apelo à mudança de atitudes a nível local, mudança que deve passar por cada ovarense. Mas, tal como diz o ditame popular, “o exemplo deve vir de cima”!


domingo, 4 de outubro de 2015

Dia Mundial do Animal ...selvagem.



Todo o animal no estado selvagem constitui um elo na imensa engrenagem da Biodiversidade da Terra. 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Dia Mundial dos Oceanos








As praias, últimas fronteiras dos oceanos, evidenciam frequentemente os perigos e atentados que aqueles encerram!

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Dia Mundial do Ambiente


Proteger o ambiente implica sempre a exploração sustentável dos recursos naturais e a ausência de acções atentatórias contra o mesmo.

domingo, 24 de maio de 2015

Dia Europeu dos Parques Naturais

Ria de Ovar
Hoje celebra-se um dia dedicado a todos aqueles espaços naturais, que pela sua importância mereceram a atenção das entidades responsáveis e foram catalogados de Parques Naturais. 

Nestes espaços fomenta-se a aproximação das populações à natureza (sempre de uma forma sustentável!) aumentando nelas a consciencialização para o valor dos recursos naturais aí existentes e para a correcta forma da sua exploração.


No concelho de Ovar, vai para algumas décadas, que algumas zonas poderiam estar classificadas como áreas protegidas.....a zona lagunar da foz do Cáster.....a Barrinha de Esmoriz..... 
Barrinha de Esmoriz


Infelizmente, nunca houve estatuto autárquico capaz de tais feitos....

.....houve apenas iniciativas ambientais folclóricas....  

.....e a natureza no concelho muito tem perdido!


sexta-feira, 22 de maio de 2015

Dia Internacional da Biodiversidade

Floresta mista, garantia de biodiversidade

Hoje comemora-se o Dia Internacional da Biodiversidade, cujo significado passa pelo alerta sobre a necessidade e importância da conservação da diversidade da vida. Esta data foi proclamada pelas Nações Unidas a 22 de Maio de 1992, dia em que se adoptou o texto final da Convenção sobre a Diversidade Biológica.

Anualmente, o Dia Internacional da Biodiversidade alude a um determinado tema. O tema escolhido para este ano foi "Biodiversidade para o Desenvolvimento Sustentável". Os temas escolhidos levam normalmente à realização de diferentes actividades e programas sobre os mesmos, nomeadamente em Portugal, a alguns seminários organizados pelas Câmaras Municipais.


Verdade? Nem sempre, infelizmente!
Destruição da galeria ripícola nas margens do rio Cáster, próximo da sua foz.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Dia Mundial da Terra


Ria de Ovar
O dia da Terra surgiu há 45 anos, nos EUA, aquando de uma manifestação conjunta de estudantes e da comunidade em geral, com o objectivo de despertar as consciências para os graves problemas causados pela poluição, para a importância de se adoptarem políticas de conservação da biodiversidade e para a necessidade de uma participação consciente por parte dos cidadãos nas tomadas de decisão a nível local e regional.

Este movimento alargado de cidadãos esteve na origem da Agência de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency), nos EUA e à posterior realização do primeiro grande encontro mundial para discussão dos referidos temas (Conferência de Estocolmo, 1972). Em 2009, pela sua importância, a data de 22 de Abril passa a ser reconhecido pela ONU, como data internacional.

O Dia da Terra serve, então, para denunciar atropelos ambientais, nomeadamente insistir no término da destruição sistemática de habitats fundamentais e na adopção de soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das actividades humanas, nomeadamente no que diz respeito à protecção de espécies ameaçadas.



sábado, 21 de março de 2015

Dia Mundial da Floresta e Dia Mundial da Água


Hoje comemora-se o Dia Mundial da Floresta e amanhã o Dia Mundial da Água.

Uma Floresta, não corresponde a uma monocultura. Um pinhal ou um eucaliptal, só por confusão ou ignorância cabem naquela categoria. Na verdade, a floresta é formada por uma diversidade de espécies e nichos ecológicos tão diversificados, que conferem ao território onde está inserida uma enorme riqueza natural. 






Promover a plantação de outras espécies autóctones na "aridez" das monoculturas deveria ser uma opção estratégica dos responsáveis ambientais autárquicos, nomeadamente dos ovarenses. 




Mas essa gente não está nesses cargos para realizar esse esforço e por esse facto, as matas em Ovar, além de irem perdendo progressivamente superfície, pela ocupação contínua do espaço dito florestal, são extremamente pobres em recursos naturais!


Não há floresta, nem bosques sem água ..... mas também os cursos de água necessitam da presença de vegetação adequada nas suas margens. Os ditos bosques ripícolas. É precisamente esta relação de interdependência que invariavelmente é descuidada ou esquecida na minha terra, Ovar!

Veja-se o que acontece no "riquíssimo" (em pedra) Parque Urbano de Ovar! A paixão pelo "romantismo jardineiro" tem sido sinónimo da eliminação da vegetação ripícola das margens do Cáster.





Estes dias mundiais, se não servirem para outra coisa em Ovar, servirão, pelo menos, para colocar a seguinte questão. Para quando a reciclagem dos "técnicos e responsáveis" ambientais da autarquia? Umas formações em Ecologia Urbana acentava-lhes como uma luva.....

terça-feira, 3 de março de 2015

Dia Internacional da Vida Selvagem

Nem só de cães e gatos atropelados se enchem as nossas estradas. 

São muitos os animais selvagens (mamíferos, aves, répteis,....) que frequentemente são vítimas do excesso de velocidade em vias florestais ou campestres.

Geneta (Genetta genetta)  atropelada


É importante a minimização deste impacte humano sobre as populações animais selvagens, pois estas, desempenham funções reguladoras dentro dos ecossistemas.


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

2015 - Ano Internacional da Luz e do Solo


A luz
“Então disse Deus: «Haja luz». E houve luz.
Viu Deus que a luz era boa; e separou as trevas da luz.
E à luz chamou dia; às trevas noite”.

                                                              (Gn 1,3-5)





«Haja luz». E houve luz.

A luz, dizem os físicos tem uma natureza dual. É uma realidade simultaneamente material e não material. Algo que a ciência procura caracterizar com fórmulas e cálculos extremamente elaborados, com construções e desconstruções de pensamentos. Assunto que conduziu a trabalhos científicos de peso e a brilhantes prémios Nobéis. A luz terá sido a primeira manifestação de algo nunca visto por quem quer que seja, mas teoricamente construído pela mente ficcionaria de alguns sábios, ao tentarem conceber a formação do universo a partir da explosão de uma enorme quantidade de energia acumulada. O famoso Big Bang, previsivelmente ocorrido há 13.8 biliões de anos!

Para o vulgo, contudo, a luz serve para iluminar, permitindo ao homem ver e viver o seu dia-a-dia sem permanentes trambolhões; na sua ausência, a vida humana seria complicada de gerir.
Quer chegue à Terra directamente do nosso astro rei, quer chegue reflectida por uma lua bem cheia, a luz visível vinda do espaço exterior é um bem que pode ser usufruído livremente por todos.

Mas foram os ditos nobéis que facilitaram o aparecimento de outras fontes de luz não natural. Lâmpadas, lanternas, faróis, lasers, fibra óptica e demais tecnologia fotónica surgiram em ritmo acelerado durante o século passado. Muitas luzes foram surgindo, deste modo, na Terra. A luz passou a ser um bem produzido pelo homem. Um bem que hoje em dia se paga. Isso mesmo. A energia luminosa, de fenómeno natural, gratuito no passado, transformou-se num bem transacionável, que deu origem a múltiplas empresas por todo o planeta dedicadas à sua comercialização com movimentação de economias poderosas.

  

Viu Deus que a luz era boa

Sem luz não haveria vida. A produção básica das cadeias alimentares faz-se porque todos os dias o Sol descarrega sobre a Terra uma enorme quantidade de luz. Os cientistas chamam a este processo “fotossíntese”. Graças a ele podemos obter, batatas, cereais, legumes, frutos, pastos, árvores diversas e muitos outros produtos do solo.

É, assim, devido à luz natural do Sol que o homem e os outros animais obtêm alimento, isto é, conseguem sobreviver. Pensando que o Sol está na sua meia-idade teremos, à priori, condições de vida para muitas e muitas gerações mais.



E (Deus) separou as trevas da luz.

Mas de bem essencial que é, a luz também chega a ser encarada, cada vez com maior assiduidade, como um fenómeno incomodativo. Incómodo, porque excessiva em certos momentos e em certos espaços. De noite, a quantidade de luz emanada artificialmente das grandes metrópoles mundiais é enviada para o espaço, produzindo, imagine-se, poluição luminosa. Esta luz assim produzida de forma excessiva, bem paga por todos nós, é desperdiçada para o espaço, sem qualquer ganho para a humanidade e dificultando ou impedindo a natural manifestação das trevas. A poluição luminosa contribui, assim e entre outros, para o aquecimento da atmosfera mesmo durante a noite!



O solo

Disse Deus: «Reúnam-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu e apareça o seco». E assim foi. Então Deus chamou ao seco terra e à reunião das águas chamou mares; e viu que estava bem feito.

Disse depois Deus: «Germine a terra vegetação, ervas que dêem sementes e árvores frutíferas que produzam fruto da sua espécie com a própria semente dentro de si, sobre a terra». E assim foi.

                                                                                                                                ( Gén.  1, 9-11)




«….e apareça o seco». …. Então Deus chamou ao seco terra.

O solo é uma estreitíssima faixa da crosta terrestre, de dimensões que oscilam entre alguns centímetros e uns quantos metros, cuja composição e qualidade dependem da actividade dos seres vivos que o utilizam. São estes seres vivos que, juntamente com as águas das chuvas, o granizo, as oscilações de temperatura, o vento e vários outros factores naturais, promovem o desgaste das rochas (rochas-mãe) originando o aparecimento das partículas de solo.

As aptidões do solo dependem da sua porosidade, que permite a adequada circulação da água e do ar e da sua composição química, fundamental para uma boa qualidade agrícola.





«Germine a terra vegetação, ervas que dêem sementes e árvores frutíferas que produzam fruto da sua espécie …».

Sendo um elemento decisivo para a realização dos grandes ciclos que suportam a vida na Terra, tais como os ciclos do carbono, do azoto, do ozono e da água, o solo funciona como uma interface entre a crosta terrestre e a atmosfera, permitindo as trocas permanentes de água e gases entre estes dois sistemas.

Por outro lado, os ciclos de vida dos seres vivos também dependem daquilo que os solos podem oferecer, nomeadamente habitats e alimento. Cerca de 99% da biomassa produzida em todo o mundo depende dos solos. Na verdade, o solo constitui um ciclo fechado de interdependências!




A luz e o solo

A luz, essa manifestação de energia diariamente emanada do Sol, que viaja pelo espaço à prodigiosa velocidade de 300 000 Km/seg, ao chegar à terra penetra nos solos assegurando os processos vitais necessários à produção da biomassa. É então que as plantas irão produzir o seu próprio alimento e bem desenvolvidas servirão de alimento aos seres que se encontram num patamar acima na cadeia alimentar. Eis, pois, a vitalidade da luz!

O arrastamento excessivo das partículas do solo, pela água e pelo vento (erosão) foi uma constante ao longo dos tempos geológicos, sendo essa perda de partículas compensada pelo aparecimento de outras partículas mais novas, resultantes do desgaste das rochas. Contudo, hoje em dia isto já não é assim, pois verifica-se um saldo negativo em termos de “stocks de solo”. Com a acentuada influência de certas actividades humanas (agricultura intensiva, monoculturas, uso de alfaias mecânicas, uso de adubos e de pesticidas químicos, urbanização e betonização crescentes, etc) promoveu-se uma maior desagregação dos solos (erosão), uma deficiente porosidade e uma maior salinização do mesmo, factores que contribuem para a perda acentuada de biodiversidade. Eis, pois, a fragilidade do solo!

Nesta relação entre luz e solo, pode-se considerar ainda, existir uma espécie de contrato obrigatório entre os dois. A luz dará ao solo a energia que ele precisa, se o mesmo conseguir controlar (equilibrar) a quantidade de gases, como o dióxido de carbono, existentes na atmosfera, de modo a permitir a passagem nas quantidades certas dessa mesma luz (energia). Os cientistas julgam saber que o solo tem armazenado mais carbono do que a atmosfera e todas as plantas juntas, o que só por si indica ser o solo um extraordinário sumidouro deste excesso de dióxido de carbono atmosférico que tantas dores de cabeça nos dá! Eis, pois, a importância desta união.

É por este conjunto de interdependências entre os solos e a luz que faz todo o sentido a Assembleia Geral das Nações Unidas ter proclamado 2015, simultaneamente Ano Internacional da Luz e Ano Internacional do Solo.


  (artigo publicado no n.º 49 da Revista Reis - Ovar 2015)


domingo, 16 de novembro de 2014

Dia Nacional do Mar


Que destino têm elas? 

       Que futuro pode ter o litoral sem elas? 

              Que responsabilidade existe na exploração dos recursos do mar?

                       Para que servem os estudos científicos em torno do mar?

                             Para que servem os organismos (muitos) responsáveis pelo mar e pela gestão dos recursos marinhos?


sábado, 8 de novembro de 2014

Muda a cor mas ficam algumas atitudes comuns...

Sábado à tarde, Parque Urbano de Ovar....uma máquina escavadora estende o seu comprido braço articulado iniciando  a derrocada de uma casa em ruínas....



perante o olhar de um grupo de curiosos, supunha eu.....



Não eram, de facto, curiosos de passagem pelo local, mas antes entidades públicas da cidade que se haviam deslocado até lá para, oficialmente assistirem ao evento....



E a máquina lá continuava, sem pressas, o seu trabalho de demolição...




Eis que passados uns 10 a 15 minutos, em pequenos grupos, os assistentes começam a debandar ..... 





A tarde estava chuvosa e fria .... e afinal era dia de sábado..... havia que informar o operador da máquina que por agora se daria por terminada esta operação teatral.....




E tal como manda o código naval, o mestre ou o capitão é sempre o último a abandonar o barco (neste caso o local) .....


Homens e máquina partiram  .... tal como antes, ficaram os escombros..... e agora?




Ficará, contudo, para a história local mais uma intervenção séria. Para que não se diga que em Ovar não há eventos de verdade. Aliás, estes registos confirmam-no....

Ansioso por momentos tão dignificantes, pergunto-me para quando um novo momento solene na minha terra?